E mais uma vez, porem ultima se Deus me permitir, eu fui presenciar a sua vida, e la estava você, coberto com a sua "franqueza.. e sabedoria", eu me calei diante de ti, e senti as suas mãos tocar em meu cabelo, e a sua boca tocar em minha face, mas nada como amigos (eu disse), e não se calou diante das minhas afirmações, não se contentou e veio até a mim novamente, mas desta.. desde que eu me entendo por gente, sabia que haveria, e como que já não bastasse calei-me e deitei-me na ruína no fracasso, esperando o toque da tua voz acalmar o meu silêncio. Já era de tardezinha quando vi que não era útil a minha presença, e como sempre.. tentando disfarçar, sem ao menos disfarçar, veio em minha mente a sutil inocência de que o que fazia era uma coisa "boa", corri até perto da rampa que ao lado ficava, mas virei a direita pois eu precisava ter certeza das lágrimas que iria derramar pelas suas fraquezas, sentei-me no tronco de uma arvore que já não aguentava por si só o que via ou sentia. Ela me consolou como um cilíndrico, daqueles que você usa para se derramar por inteiro, e lá me derramei, lembrando de tudo o que vi e ouvi, não acreditando ainda, fui até você sentir a verdade bater. eu precisava, sim, eu precisava, e com uma só pronuncia calou-me para toda eternidade, levando as esperanças para fora da razão. foi quando eu percebi um barulho comum mas irritando todos os meus sentidos e gritava agudo, soltando todo o seu fôlego em minha direção. olhei para baixo pois pensei comigo que ali estava perdido todo aquele esforço retirado dos meus braços, e nada como um salto enorme me tirou daquele banco frio e áspero. foi quando ao derramar uma lágrima minha o seu sorriso se expandiu na multidão que esta já estava vazia dentro de mim. sai andando no seu rumo e me vi pela ultima vez suplicando a tua mão. mas não desisti de você apenas me cansei de tanto tentar. e fui!
Fui, mas fui com os pés no chão, eu sabia que alguma coisa tinha deixado para trás, mas nada me fazia voltar, fui de cabeça baixa.. mas segui para cima, para onde nem mesmo os seus olhos pudessem me enxergar. ouvi de tudo, mas nada escutei, porem na minha dor o amor consentiste. cheguei onde a calma me esperava, fechei a porta como se nada tivesse me acontecido, entrei no fundo do poço, quando nada mais aguentaria, precisava de apenas um, um sentido, uma razão, um porque.. mas não encontrei. foi só quando olhei em meu corpo aquelas lindas vestias que me cobria por inteira que vi a grande ausência que algo fazia, mas este estava dentro de mim .. e nada mais me punha a ouvir, pois trancado estava.Lorena Marques.
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